quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

31

Fim de ano.
Fim do mundo.
Fim de tudo?

Mais começo.
Novo enredo.
Novos rumos.

Mais alguém?
Chega e vem.
É vida além.

Há de haver...

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dia de festa


Hoje o dia amanheceu
de uma forma diferente;
muitos bichos reunidos
e falando que nem gente!

Borboletas desfilando
sobre flores coloridas;
deixando ainda mais bonitas
a rosa branca e a margarida!

Cachorro e gato não brigavam
diziam até que se amavam!

Todos juntos celebravam
Aquele dia feliz,
O peixinho no aquário
E pato no chafariz!

E a canção que embalava
essa atmosfera de magia;
era a de um belo passarinho
que cantava sem parar
sobre o muro do vizinho!

Esta festa - eles diziam
é por um motivo especial,
mas não é dia das crianças
e nem é noite de Natal.

A gente só queria
dizer com muita alegria:
Parabéns, Ana Luiza!
.
[Poema-Presente pelos 10 anos da Ana Luiza..]

sábado, 5 de dezembro de 2009

Tem cura! =)

.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Conclusão

[Boa é a vida, mas melhor é o vinho. O amor é bom, mas é melhor o sono.]
Fernando Pessoa
.
.
Olhei de relance.
Não estava cheia.
Era apenas a metade do vinho,
na taça pousada sobre a mesa.

Era apenas a dança dos fantasmas,
refletidos pela luz do abajur.
Era só a penumbra cortante da sala
da noite a qual se fez jus.

Era só o cenário,
que ficou ali inerte,
abandonado.

Era o indício perfeito,
do momento quebrado
e do sonho desfeito.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Posse


Decifro-te os gestos
Num movimento veloz.
Te toco em silêncio
E tiro-lhe a voz.

Te sigo apressada
E não deixo rastro.
Você olha pra trás
Mas é vão. Eu escapo.

Na volta eu assopro
O calor do sentido.
Te olho por dentro
E celebro o domínio.
.

sábado, 17 de outubro de 2009

Preito


Talvez me falte a sabedoria,
De quem escreve de verdade.
Que me inspira, sem saber,
A ter uma certa liberdade.

De ousar colocar em versos,
Sentimentos desiguais
Mas sem nunca chegar perto
Do que fizeram Neruda ou Vinícius de Moraes.

De por pra fora essa vontade
Que, mesmo em silêncio, em mim ressoa,
Ao ler, incansavelmente, Drummond
E viajar com Fernando Pessoa.

De acreditar que há espaço,
Mesmo que ainda sem elegância
De declarar sentimentos difusos
Como os de Clarice e Mário Quintana.

Ou porque não, quem sabe um dia
Juntar letra e som com genialidade
E figurar por entre mestres
Como Tom Jobim e Chico Buarque.

Dentre tantos, há mais tantos,
Entre muitos, muitos mais.
Há palavras suficientes
De outros grandes e imortais.

Por causa deles, sou fugitiva
Posso voar segura e sem amarras,
Seus poemas e melodias
Me fizeram livre,
Me deram asas.
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